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Depoimento de Maria da Penha Maia Fernandes, que dá nome à Lei Federal 11.340/2006 na II Conferência de Políticas para as Mulheres do Tocantins

"Senti muita emoção. Porque antes da lei me sentia órfã da justiça. A minha colaboração se deu pela persistência. A Violência está relacionada à força física e à cultura, que faz com o que homem sinta-se superior à mulher. Essa vitória é de todos os movimentos sociais. Iniciei uma luta solitária, em 1983, que fui vítima de agressão, nessa época não tinha delegacia especializada da mulher, que só foi ser criada em 1985. Hoje, me sinto vitoriosa por ser mulher e por ter colaborado com essas mudanças que estão acontecendo. Hoje o comportamento de homens e mulheres precisam de outros valores. Viver sem violência é mais do que viver sem nenhum tipo de agressão. É viver com respeito e consideração. É não acreditar na superioridade masculina."

  • Dunia - 33 - São Paulo/SP

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    Depoimento enviado em 26/07/2010

    Tinha acabado de me separar do meu primeiro marido e acredito que devido a essa carencia, acabei me interessando por um rapaz. Começamos a namorar, no começo tudo eram flores, ele era carinhoso, atencioso, mas era muito ciumento, eu não podia conversar com ninguém, principalmente homens. No começo me senti lisonjeada pelo ciúme dele mas depois passou a me sufocar. Ele tb bebia e quando bebia ficava agressivo. Depois de 10 meses fomos morar juntos, no começo achei que tinha encontrado a pessoa ideal para mim, mas depois o ciume dele ficou pior. Quando eu saia do trabalho tinha que vir direto para casa senão ele ligava pro celular ou telefone perguntando onde eu estava, com quem conversei, etc. Certa vez, chegou bebado em casa, tentou me sufocar apertando meu pescoço, eu chorava e ele não se importava. Outra vez tb pegou uma faca e apontou para o meu pescoço, eu tremia de medo, chorava copiosamente, mas ele não se importava com minhas lágrimas. Quando bebia ele se transformava, não era a mesma pessoa. Quando namoravamos ele tb me agredia. Certa vez me trancou no quarto na casa dele pq tentei fugir qdo ele começou a me agredir. Eu tentava terminar com ele mas não aceitava, falava que ia se matar e as vezes eu queria a morte dele. consegui me separar dele, mas voltamos pq ele me prometeu que ia mudar. Na verdade o ciume dele piorou, não podia ir aos lugares q eu queria pois ele controlava a hora q eu tinha q chegar, continuava com ciume das minhas amigas. Quando não conseguia falar comigo pelo telefone, me ameaçava dizendo que ia me matar, que eu estava com outro homem. Eu não aguentava mais, pedi a Deus que me livrasse dele e Ele me atendeu. Me separei dele e hoje me sinto livre e nunca mais desejo olhar na cara dele. Ele quer voltar, me pediu perdão, mas já falei para ele que não o quero mais. Agradeço muito a Deus por essa vitoria, e quem estiver passando pelo mesmo que passei peçam a Deus e Ele tb atenderá os seus pedidos.

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